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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

F. C. Porto: Outro sonho feito realidade

17 de Abril de 1982, uma data histórica!

Dragão Caixa é a próxima obra de Pinto da Costa, o presidente que dá corpo às ambições dos adeptos

Aí está. Obra prometida, obra cumprida. E dentro do "timing" previsto. O novo pavilhão do F. C. Porto, o Dragão Caixa, abre as portas na próxima quinta-feira, uma data não escolhida ao acaso, pois coincide com o dia da primeira tomada de posse de Pinto da Costa, no clube das Antas.

Essas eleições foram ganhas no dia 17 de Abril de 1982. Completam-se hoje 27 anos. Pinto da Costa assumia os destinos, naquele que seria o primeiro passo para transformar o F. C. Porto numa instituição respeitada e admirada em todo o Mundo.

Ano após ano, vitória atrás de vitória, ancorado no símbolo do dragão, o clube rasgou fronteiras e atingiu uma dimensão sem limites. Se, ao JN, o sociólogo Paquete de Oliveira rotulou o F. C. Porto de "farol luminoso", a contrastar com a crise nacional, também sobre Pinto da Costa se poderá dizer que tem sido o farol da nação portista. Catalisa as boas ideias, materializa os maiores anseios dos adeptos, por mais estapafúrdios que possam parecer, e ilumina-lhes as vidas. Os adversários, sobretudo os lisboetas, também eles próprios se renderam, considerando-o como o "presidente dos presidentes", por muito que isso lhes custe.

Hoje, dia 17 de Abril de 2009, a máquina do F. C. Porto está montada, tipo rolo compressor, capaz de levar a cabo os mais arrojados projectos, mas este é apenas o ponto de chegada de um trabalho realizado anos a fio, sempre com Pinto da Costa no leme.

O balanço é de ouro e faz-se em duas frentes: êxitos desportivos e infra-estruturas. No futebol, às portas do tetra, já houve, entre outros, um registo histórico para festejar, o penta. A competir lá fora, a resenha é, igualmente, invejável. Os troféus são a cereja no topo do bolo: Taça dos Campeões Europeus e Taça Intercontinental (1987), Supertaça Europeia (1988), Taça UEFA (2003), Liga dos Campeões Europeus e Taça Intercontinental (2004).

Indissociável, a vertente dos equipamentos nunca foi descurada. Também nesta área, os mandatos fizeram-se de avanços, em linha com as crescentes prestações dos atletas. O rebaixamento do Estádio das Antas, em 1986, para aumentar a lotação, foi o concretizar de um sonho. Por ser uma empreitada tida, por muitos, na altura, como irrealizável, esta será sempre uma etapa lembrada por Pinto da Costa.

Outra medida importante foi a passagem do dia a dia dos futebolistas para o centro de treinos, no Olival. Num acordo com a autarquia gaiense, esta transferência dotou o F. C. Porto de um complexo ao nível do melhor que existe no estrangeiro. O Estádio do Dragão, inaugurado em 2003, é a pérola e a menina dos olhos da SAD. É verdade, nesta maratona, também o futebol se autonomizou, sob a forma de Sociedade Desportiva, cotada na Bolsa de Valores. O Dragão, palco de abertura do Euro 2004, é elogiado em todo o Mundo e objecto de estudo nas universidades.

Sem parar, no ano transacto, o F. C. Porto recuperou o velhinho Campo da Constituição e transformou-o no moderno recinto Vitalis, destinado à captação e à formação de jovens jogadores. O Dragão Caixa é a empreitada que se segue, num clube ainda eclético. As modalidades fortalecem a mística vitoriosa. No reinado de Pinto da Costa, o hóquei em patins estreou-se a ganhar e passou a dominador, em Portugal. Na Europa, foram sete os títulos conquistados. Com o pavilhão prestes a inaugurar, a próxima iniciativa bem pode passar pela criação do museu, projecto há muito em estudo.

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